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GOSTO DE FORA

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GOSTO DE FORA

Ela pregava peças qual sábia costureira.

Andava nos circuitos dos interiores folgada.

Cada ponto e vírgula interminável; Sorrateira,

Esperneava pelo próximo assunto, desesperada.

Na base tangível era palpável e sem besteira.

Totalmente envolventes os assuntos. Se atacada,

Defendia sua relevância qual vendedor de feira,

E drenava, então, toda a fortuna poupada.

Como sentir um gosto fora da língua?

Ainda que o olfato lamba no ar a míngua,

Somente na boca e mastigando se sente mesmo.

É assim que nossa mente nos deixa armadilhas,

Prela mesma cair e se ocupar em suas ilhas.

Já o espírito, maior que a razão, intui a esmo.

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DIEGO MELO OLIVEIRA, NOVOS SONETOS – 2016

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