GRUPO SOCIALIZANDO

ALHEIO

graffiti clovis renato Alienação fetal

Alheio

 

Conflito, grito largo solto

Mudo, aviso vindouro fato

Mato no peito e escapo

Trago foge pesado o fôlego

Desnorteado o ponto recalque

Só olho nu agora.

 

Chora a vã escapatória

O escondido lustrado radiante

E a pausa pra tomar alento, folga

Agora esquecida em prosa torta.

 

Síncope socada solta o sonso

Sapateia, samba, sussurra sem senso

Suporta, se lança, subjuga e se suja

Só sabendo soar o Sino-Centelha

Não sem sacar solução sinistra

Somente sorvendo suspiros insossos

Quiçá sinônimo suposto e sem sal

Sombra sórdida da Cruz de Souza.

 

Mamolengando, escapa, liso, corre

Fugidio sempre de novo foge

A tal ponto indiferente indiferença!

Nulo de si existe além, repetente,

Não progride nem se responsabiliza

Assim não lhe cabe nem mal nem bem

Que a moral supõe presença.

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poema: Diêgo Melo Oliveira

Grafiti: Clóvis Renato – “Alienação fetal” (Grupo Lápis de Lata)

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