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A GRAÇA DO CUME

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A GRAÇA DO CUME

 

No alto da castanhola, a garça,

Olhando inerte o passar dos ventos.

Acima da copa, mas uma com seus movimentos,

Sozinha olhava, sem nenhuma comparsa.

 

O horizonte, em meio àquela carcaça

De arranha-céus nos seus cimentos,

Não podia ver apesar de seus intentos,

Mas intrépida permanece, sutilmente disfarça.

 

O pescoço longo torce, tudo observa:

Os carros passantes, a terra em má conserva…

Ouço sons, mas não sei se é ela que os canta.

 

Mas o bem-te-vi no fio confirma outra beleza.

Clamo-a: Oh simbiose perfeita da natureza!

Alma e canto; cimento e gente; a garça e a planta.

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Diêgo Melo Oliveira, Sonetos Insertos, 2015

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