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GALGANDO A CHAMA (ou Cera Dura)

Diego Melo
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GALGANDO A CHAMA (ou Cera Dura)

Se espera que queime, mas com demora.
Se derreter logo a chama apaga.
O pavio é importante manter-se em tora,
A cera o envolve, acumula e afaga.

Se o terço demorado não finda em hora,
Ou o mantra oriental de bruxuleante saga
Perpetua a ira dos demônios indo embora,
Qualquer que seja a cera, seu fogo vale a paga.

Declinando o líquido e esfriando o castiçal,
Forma montes exuberantes em miniatura, afinal,
A velha chama há de consumir algo.

É física pura, lei adorada e inabalável,
O fogo se consome e faz luzir o insondável.
Afinal, na eterna chama eu, poeta, galgo.

(Diego Melo, julho 2016)

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Poesia

TAREFA DADA
Na meta a ser cumprida, certeira
Onda de entusiasmo inaudita
Perdura até do cume a beira
E logo vira carga maldita.
O desistente dirá que é besteira,
A ele o herói: ‘que não se repita’,
E o mediano nem que num queira,
Inocente, julga melhor ao que imita.
Bendito o que olha pra frente e têm
Alguém de respeito que o sustém
Na leva árdua do Cumprimento.
Sim, pois afinal há uma vital tarefa,
Dada por Outrem que num blefa
E que vai cobrar certo momento.
Diego Oliveira, Livro: Sonetos insertos, 2015