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Observar o futuro

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“Bandido bom é bandido morto?”

Diante do cenário de quase barbárie decretada pela insegurança pública e em meio aos progressivos acontecimentos provenientes da nova configuração ainda que intrigante constatada de sociedade emerge significativamente uma postura que carece de análise e posteriormente de possível entendimento, não para concebê-la simplesmente, mas para compreender e possuir respaldo para o debate.
Não é difícil vez por outra, encontrar nos noticiários que um indivíduo ao praticar uma ação delituosa não obtendo êxito, acaba nas mãos da população, sendo linchado e deixado à beira da morte ou mesmo não tendo aguentado as agressões.

Há quem defenda a tese de que esse comportamento é o começo para que a sociedade se veja livre de situações como essa. Há quem defenda que a justiça com as próprias mãos é a solução, posto que ou se defendem ou acabam reféns. O parecer de que não é dessa forma que se emanciparão as coisas se faz mais conciso e mais favorável, vez que basta acionar o bom senso e perscrutar a razão. A simples justificação de defesa popular, não satisfaz o gritante descompasso cometido.

É inconcebível que a utilização das próprias mãos para cometer uma outra injustiça seja compatível com o desejo ordeiro e pacífico que todos almejam. E aqui é relevante dizer que não é só o condicionamento expresso neste texto que decorre separadamente de outras circunstâncias fundamentais. A permanência estrutural de um estrato que se soma a toda uma conjuntura sistemática de situações elementares e essenciais, postulam a favor da determinação conceitual da agora injustiça com as próprias mãos.
É preciso que o Estado trabalhe profundamente na questão que aparentemente resultará na minoração de tal extremo. Indubitavelmente, este é um trabalho a longo prazo e sobretudo voltado não para a segurança propriamente dita, mas para o que gesta na sociedade uma desestruturação complexa e possuidora de várias vertentes que culminam num sentido linear.

Graças à tradição ocidental de direitos humanos que devemos a Locke e a Rousseau, estamos respaldados por uma fundamentação alicerçada nas liberdades naturais do homem. É preciso revisar tais comportamentos desprovidos de equidade e estranhos ao resultado do peso posto na balança social. O futuro nos observa, mas antes é preciso que observemos o futuro para chegarmos lá munidos de posicionamentos capazes de cicatrizar as feridas agora abertas.

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